SANTÍSSIMA TRINDADE

26.11.08 | por SODECRISTO [mail] | Categorias: Publicação [A]

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EspiritoSanto Parte Primeira Capítulo I "De Deus" - Parte Segunda Capítulo I "Dos Espíritos"

Deus

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

ATRIBUTOS DA DIVINDADE

10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão.

12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos formar idéia de algumas de suas perfeições?

“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de seus atributos?

“Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma lhe faltasse, ou não fosse infinita, já ele não seria superior a tudo, não seria, por conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber.”

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.

É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.

É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.

Jesus

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece com o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.

Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhe falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam a condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humana estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.

4Evangelho Os Quatro Evangelhos, tomo 4, págs. 77-146; Idem, 210-231; Idem, 407-413.

N.62. Qual o sentido destas palavras que ditastes mediunicamente, falando da opinião segundo a qual Jesus é urna fração de Deus: “opinião que sofrivelmente se enquadra nas idéias panteístas"?

Segundo a doutrina que na linguagem humana tem o nome de panteísmo, tudo sai de um só princípio e tudo volta a se reintegrar nesse mesmo princípio para de novo daí sair e voltar, constituindo estas perpétuas separações e reintegrações a rodagem da máquina universal.

Em menor escala, Jesus e o Espírito Santo são frações de Deus, partes integrantes do todo, formando, pois, com ele a unidade. É uma variante do tema do panteísmo.

No que sucedeu às margens do Jordão, tendes um exemplo do cunho panteísta da opinião dos que consideram Jesus e o “Espírito Santo" como duas frações de Deus. Lá vemos Deus dividido em três partes: uma - Jesus, num corpo humano idêntico aos vossos, sujeito às necessidades da existência humana e às contingências humanas de vida e de morte; outra o - Espírito Santo que, afetando a forma de uma pomba, desceu sobre Jesus; a terceira - Deus, de quem aquelas duas frações saíram e cuja voz se fez ouvir no céu, dizendo: “És meu filho bem-amado em quem hei posto todas as minhas complacências”.

As duas frações de Deus, depois de se terem separado do grande todo, voltam a reintegrar-se nele, reconstituindo assim a sua unidade.

A não se querer enquadrar nas idéias panteístas essa maneira de considerar a Jesus e o Espírito Santo, forçoso será encaixá-la no quadro das idéias do paganismo, relativas à pluralidade dos Deuses.

Semelhante modo de ver, que é tratado de "mistério" e que a razão instintivamente repele, nasceu das falsas interpretações humanas resultantes da ignorância do homem acerca da origem espírita de Jesus e do que se deve entender, em espírito e verdade, por "Espírito Santo".

Graças à nova revelação, sabeis agora:

que Deus é o só e único princípio universal, não divisível, que cria mas não pela divisibilidade da sua essência; que Deus é uno";

que Jesus é um Espírito criado, que teve a mesma origem de todos os Espíritos, o mesmo ponto inicial de existência, que se tornou Espírito puro, de pureza perfeita e imaculada sem haver falido jamais, Espírito cuja perfeição se perde na noite das eternidades, protetor e governador do vosso planeta a cuja
formação presidiu, encarregado por Deus de o levar ao estado fluídico, levando-lhe a humanidade à perfeição";

que “Espírito Santo” é uma designação alegórica, sob a qual se compreendem indistintamente, de modo coletivo ou individual, os Espíritos puros, os Espíritos superiores e os bons Espíritos, como sendo, em ordem
hierárquica, os ministros ou agentes da vontade de Deus, os órgãos de suas inspirações junto dos homens".

"Três são os que dão testemunho no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo; e
esses três são um."

Influenciada, ao mesmo tempo, pelas idéias hebraicas acerca do "Espírito Santo", que era considerado o próprio Deus obrando junto dos homens, e pelas interpretações humanas de que resultou fazer-se do "Espírito Santo" uma personalidade do próprio Deus, uma parte de Deus, se bem que inseparável dele, e tendo em vista a divindade que era atribuída a Jesus, a Igreja se apegou a essas palavras de João para, interpretando-as ao pé da letra, formular o seu dogma humano dos três deuses em um só, porém distintos, embora impessoais, dogma a que ela chamou — "Santíssima Trindade". É um dos erros de que se emendará.

DeusCristoEspiritoSanto

Sim, há três que dão testemunho no céu. Há, primeiro, o pai, criador, causa única de tudo, aquele que é; Deus, pai de todos, que está acima de todos, que estende por sobre todos a sua providência e que é, portanto, o mesmo para
todos.

Há, depois, o Verbo, manifestação palpável e visível da ação do criador sobre vós, do criador sob cujo vigilante olhar estais constantemente e que vos envia âncoras de salvação a que podeis e deveis agarrar-vos; o Verbo, que é o vosso Messias, Espírito puro e santo, protetor e governador do planeta terreno e vosso irmão, porque é, como vós, uma criatura de Deus, de Deus seu pai e vosso pai, seu e vosso Deus.

Há, em seguida, o Espírito Santo, a inspiração, no sentido de ser um reflexo da vontade divina, que só vos chega e é comunicada por intermédio dos enviados celestes, dos Espíritos do Senhor, também vossos irmãos, porque são, como vós, criaturas de Deus, que é igualmente vosso pai e pai deles, vosso Deus e Deus deles; o Espírito Santo, que são os Espíritos do Senhor, puros Espíritos, Espíritos superiores e bons Espíritos, os quais, como intermediários
entre o pai e vós, são, de modo geral, no infinito e na criação universal, e, de modo especial, particular, com relação ao planeta e à humanidade terrenos, a personificação, os agentes da vontade divina, no tocante ao progresso universal, à vida e à harmonia universais.

"E os três são um." Estas palavras compõem uma linguagem figurada. Não materializeis. Os três são um, porque o Verbo e o Espírito Santo, isto é, os Espíritos do Senhor, como intermediários entre vós e o pai, se acham na dependência dessa causa inefável a que chamais Deus, na vossa linguagem humana. Os ramos, as folhas, os frutos não dependem da árvore que os faz nascer?

São um, porque o mesmo pensamento os anima. São um, como o vosso corpo é um, embora composto de membros que obedecem aos ditames da cabeça. É impossível, com a linguagem humana, dar definição exata do que pertence totalmente aos domínios espirituais.

Os três não se confundem como individualidade, mas se confundem como pensamento.

Ficai sabendo: ainda depois de haver adquirido a perfeição moral humana, a perfeição sideral, o Espírito conserva, como antes, a sua individualidade, eternamente, por mais que se adiante, por maior que seja a sua superioridade no saber. Sendo ilimitado o progresso em ciência universal, o Espírito criado jamais pode igualar a Deus.

Homens, que se dizem filósofos e que acreditam haver penetrado o segredo do principio de todas as coisas, sustentam e ensinam que Deus É o todo universal; que constitui uma ingenuidade pretender-se que o criador incriado seja pessoal e distinto da natureza, de tudo o que É na ordem da criação.

Ingenuidade grande é a desses Espíritos "profundos". Eles chamam todo universal — à causa primária de todas as coisas. Que troquem os termos e encontrarão Deus; e terão, no todo universal, o instrumento e o meio de criação de todas as coisas, um efeito sob a ação da potência criadora; e terão, como causa primária, Deus, criador incriado.

Sim, nada pode ser sem uma causa primária. Deus é, aos vossos olhos, "a causa genérica de todas as causas primárias". Dizemos — genérica, no sentido de princípio criador de toda a geração em todos os reinos.

Perguntai a esses sábios, que não passam de pobres cegos a disputar sobre cores, qual a nascente desse todo universal, donde eles tiram todas as coisas. Que respondam, que o expliquem sem Deus, criador incriado, inteligência, pensamento, fluido; sem Deus, de quem parte e com quem confina o fluido universal, que, como instrumento e meio de todas as criações, de ordem espiritual, de ordem fluídica, de ordem material, comanda tudo o que de Deus
deriva, mediante leis eternas, imutáveis, como imutável é a vontade daquele de quem elas emanam; mediante a aplicação, a apropriação e o funcionamento, sob a ação espírita universal, dessas leis, que participam da essência mesma de Deus.

Eles dirão: natureza, leis universais, acaso. Mas, a causa, a causa primária, o tronco, onde o encontrarão? A natureza, como fonte primitiva e geratriz, o acaso, a harmonia universal não são apenas, na boca desses homens orgulhosos e impotentes para compreender e explicar, meras palavras com que disfarçam o pensamento profundo que só o termo Deus pode traduzir?

Deus, criador incriado, é pessoal e distinto da criação, como a causa é pessoal e distinta do efeito, se bem que este decorra dela e lhe permaneça ligado.

Deixai que divaguem. Deus é uma essência tão acima de toda e qualquer imaginação, que o homem ainda não pode nem deve tentar analisá-lo.

Não façais como as crianças de colo que, vendo brilhar uma chama, temerariamente estendem a mão para pegá-la. A dor é a conseqüência imediata da imprudência. Para procurardes compreender o que, dada a vossa natureza, vos é agora incompreensível, esperai que tenhais saído das faixas infantis que ainda vos envolvem.

Aguardai que vos tenhais purificado, para poderdes compreender. Por enquanto, não vos podemos dizer mais do que isto:

"Deus, o nosso Deus é o ser que é e será, desde e por toda a eternidade; é o soberano indulgente e benigno que reina sobre todas as coisas, inteligência suprema que dirige tudo o que é, no universo, na imensidade, no infinito".

Quanto tendes que progredir, pobres criancinhas, que ainda não abristes os olhos à luz, para poderdes suportar o brilho desse astro luminoso!
Dizemos — astro luminoso, por se nos não depararem na linguagem humana termos que possamos empregar para exprimir tão elevado quão grande pensamento!

Deixai que todos os pensadores devaneiem à vontade. Caminhai para diante e não esqueçais que, não sendo a luz feita para cegos, os que lhe quiserem pôr olhares indiscretos possivelmente ficarão atacados de cegueira.

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JUDAS ISCARIOTES

07.04.08 | por paca | Categorias: Publicação [A]

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Temos em Os Quatro Evangelhos de J.-B. Roustaing os esclarecimentos dos espiritos superiores encarregados de trazer para a humanidade revelações que nos farão entender melhor os relatos dos evangelistas.

Eis alguns fragmentos extraídos d’Os Quatro Evangelhos relacionados à posição de Judas Iscariotes para percebermos a verdadeira doutrina trazida e exemplificada por Jesus:


… Quanto à traição de Judas, essa não resultou de uma predestinação. Aceitá-la como tal, aceitando as interpretações que daquele fato resultaram, importaria em negar a justiça de Deus…

Mensagem de Judas (Espírito)*

…"Segundo as explicações que os homens deram desses fatos, Judas houvera sido de antemão escolhido e entregue ao “demônio"; fora criado para cometer o crime que praticou; sua alma fora vil, baixa, invejosa, cúpida, sanguinária, unicamente para que se cumprissem as profecias do Antigo Testamento. Quão manifesta, entretanto, é a justiça de Deus no ato daquele Espírito presunçoso, que pede para cooperar na grande obra e que, apesar de todas as observações, de todos os conselhos, se obstina em levar por diante a orgulhosa tentativa, confiando mais na sua presunção do que na presciência daquele sob cuja inspiração seus guias lhe declaravam: Tu vais falir. Quão patente se mostra, ao mesmo tempo, naquele ato, a mão paternal sempre estendida para o filho indócil, a fim de o levantar após a queda, que lhe serviria de ensinamento e lhe faria germinar no coração a salutar humildade que aí não encontrara até então acesso!

“Oh! como é grande esse Deus que permite que o filho culpado encontre, na sua própria indignidade, o ponto de apoio que o ajudará a subir para a perfeição!

“Oh! quanto é bom aquele que está sempre pronto a perdoar ao que sinceramente se arrepende, que pensa com suas mãos benfazejas as chagas dos nossos corações culpados, que nelas derrama o bálsamo da esperança e as cicatriza com o auxílio da expiação!

“Bendito sejas tu, meu Deus!

JUDAS ISCARIOTES."…


Mensagem dos Evangelistas (Espíritos)*

…"O amor do Senhor se estende por sobre todas as suas criaturas. Vinde, pois, a ele, cheios de confiança.

Não são os inocentes os que precisam de perdão. Não são os fortes os que precisam de amparo. Vinde, filhos que chorais as vossas faltas, o Senhor vos enxugará as lágrimas. Vinde, filhos fracos e enfermos, o Senhor vos dará parte maior e mais ativa do seu amor. Vinde confiantes. Como vós, também nós falimos. Como vós, também fomos culpados, amargamos as nossas faltas e expiamos os crimes que cometêramos e as fraquezas que nos fizeram sucumbir, por meio de longo e penoso labor, numa série extensa de existências humanas, que prepararam e realizaram a nossa purificação, graças à qual o Senhor nos admitiu a gozar da sua alegria.

“Imitai-nos, portanto, irmãos bem-amados. Todos tendes, mais ou menos, o que expiar, tendes que pedir perdão. Vinde com confiança aos pés do vosso pai, confessai vossas faltas perante o seu tribunal. O juiz é reto, o juiz é justo, mas também é pai. Sua indulgência há de sempre prevalecer sobre sua justiça; suas sentenças ele as profere sempre dentro dos limites das vossas forças. É credor paciente e brando; esperará que possais pagar a vossa dívida.

“Oh! vinde! Possa a mão que vos entendemos sustentar-vos, fazendo-vos compreender que em nós achareis grandes tesouros de amor.

“Como dissestes, Judas é hoje um Espírito regenerado no crisol do arrependimento, do remorso, da expiação, da reencarnação e do progresso. Tornou-se um dos auxiliares humildes, ativos e devotados do Cristo.

Este exemplo vos mostra que não deveis nunca repelir qualquer de vossos irmãos e ainda menos excluí-lo da paz do Senhor.” …



…"Em verdade vos digo que vós que me seguistes, quando o filho do homem, ao tempo da regeneração, estiver assentado no trono da sua glória, também estareis assentados em doze tronos a julgar as doze tribos de Israel.” - Jesus (Mateus XIX , 27)

Estas palavras, cujo sentido e alcance ora conheceis, despojado da letra, o espírito, Jesus as dirigiu: tanto aos onze apóstolos que se conservariam fiéis, como a Judas Iscariote que, sabia-o ele de antemão, viria a traí-lo, falindo gravissimamente à sua missão. Provam elas, portanto, que, nos séculos futuros, ao tempo da regeneração, Judas estará em situação igual à dos outros onze, provando, conseguintemente, que vias e meios de purificação e de progresso moral e intelectual lhe estavam reservados e lhe seriam proporcionados, com o auxílio do tempo, como a todos os Espíritos culpados, consistindo na expiação e na reencarnação que, conforme já dissemos, constituem o inferno, o purgatório, a reparação e o progresso.

Aquelas palavras proclamaram previamente a falsidade do dogma humano, ímpio e monstruoso, da eternidade das penas para o Espírito culpado; desse inferno eterno que, segundo a Igreja romana, tragou para toda a eternidade a Judas Iscariote, que essa mesma Igreja considera o maior dos réprobos, condenado eternamente ao inferno eterno que ela instituiu…

4E_tomo_3 Volume 3 págs. 207, 392, 393, 394.

* Para uma boa compreensão do assunto o conhecimento das obras básicas da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec é necessário!

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NÃO MATARÁS.

07.02.08 | por SODECRISTO [mail] | Categorias: Publicação [A]

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Os Quatro Evangelhos (4º volume - 5ª Edição - págs 550 a 552)
Trudução: Guillon Ribeiro

NÃO MATARÁS.

Não corte aquele que nada pode criar o fio da existência das criaturas do Senhor. Não deixe o homem que em seu coração se desenvolva o instinto da destruição, pois não sabe que responsabilidade assume.

Este Mandamento, muito vago em seu enunciado, tem um alcance maior do que supondes e ultrapassa de muito os limites do vosso ser. Em cada uma das fases do seu passado, a humanidade o interpretou segundo as suas necessidades. Em cada uma das fases do seu futuro o interpretará de maneira a lhe ampliar a inteligência e aplicação.

Nos tempos primitivos, o “não matarás” significava, para os Hebreus: “Não derramarás, sem motivo, o sangue de teu irmão". Mas, a pena de morte vigorava para o menor delito e o sangue das vítimas oferecidas em holocausto corria incessantemente sobre o altar e tão pouco poupados eram os escravos, quanto os animais.

Mais tarde, a pena de morte se tornou menos aplicada. Só o era àquele cujo crime se tinha por bem comprovado. Os próprios animais passaram a ser, em parte, menos sacrificados, quando nada, nas cerimônias do culto. Porém, as vinganças, as guerras, a crueldade continuaram, como continuam, a derramar sangue por todos os lados.

Hoje, os que hão escutado a nossa voz, mesmo os que não a têm compreendido ou a consideram mentirosa, se levantam contra a aplicação da pena de morte ao criminoso, anelam pelo momento em que não mais homens se alinhem diante de homens, para descarregar uns sobre os outros seus mortíferos projetis e alguns — os que nos atendem — poupam a vida de todas essas criaturas fracas que o Senhor lhes pôs no caminho, a fim de desenvolver em seus corações a caridade e fazer-lhes compreender a solidariedade universal. Mas, o sangue ainda corre nos matadouros e, aos magotes, caem, sob os golpes dos cutelos assassinos, as vítimas necessárias à alimentação humana.

Mais tarde, o sangue deixará de ser derramado na Terra. Mais tarde, o homem não matará. Amará e protegerá o fraco, quer seja este um homem também, quer um animal confiado à sua guarda. Compreenderá a lei de amor e saberá elevar-se acima das necessidades da carne, necessidades a que ainda precisa satisfazer, porquanto correspondem à organização atual da máquina, mas que diminuirão gradualmente, à medida que o Espírito crescer na sabedoria e em ciência, porque, de par com este crescimento, também gradativamente se modificará o organismo humano. O progresso físico marcha e se desenvolve oncomitantemente com o progresso moral e intelectual, com os quais guarda relação.

Neste momento, a abolição da pena de morte é reclamada na França, está proposta nas assembléias legislativas da Itália e da Bélgica.

São esforços generosos; são promissores começos. Ainda não chegou, porém, o momento de abolir-se a pena de morte. É preciso que se depure o moral das classes inferiores, inferiores não do ponto de vista das condições sociais, mas do adiantamento moral, intelectual dos Espíritos. Enquanto não chega esse esperado momento, a vós, homens, a vós espíritas, sobretudo cabe, pelos vossos ensinos e exemplos, apressar-lhe o advento possível e oportuno.

Ver: O Livro dos Espíritos Capítulo VI Da da Lei de destruição.

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O CONSOLADOR PROMETIDO

26.12.07 | por SODECRISTO [mail] | Categorias: Publicação [A]

O Evangelho Segundo o Espiritismo

O COSOLADOR PROMETIDO

3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito.(S. JOÃO, 14:15 a 17 e 26.)

4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.

O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.

Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a respectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.

Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.

Ver: O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo VI item 3

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