A agonia é o prelúdio da separação da alma e do corpo. Pode dizer-se que, nesse momento, o homem  tem um pé neste mundo e um no outro. É penosa às vezes essa passagem, para os que muito apegados se acham à matéria e viveram mais para os bens deste mundo do que para os do outro, ou cuja a consciência se encontra agitada pelos pesares e remorsos. Para aqueles cujos pensamentos, ao contrário, buscaram o Infinito e se desprenderam da matéria, menos difíceis de romper-se são os laços que o prendem à Terra e nada têm de dolorosos os seus últimos momentos. Apenas um fio liga, então, a alma ao corpo, enquanto que no outro caso profundas raízes a conservam presa a este. Em todos os casos,  a prece exerce ação poderosa sobre o trabalho de separação.  


"Deus onipotente e misericordioso, aqui está uma alma prestes a deixar o seu envolório terreno para volver ao mundo dos Espíritos, sua verdadeira pátria. Dado lhe seja fazê-lo em paz e que sobre ela se estenda a tua misericórdia.  

Bons Espíritos, que a acompanhastes na Terra, não a abandoneis neste momento supremo. Dai-lhe forças para suportar os últimos sofrimentos por que lhe cumpre passar neste mundo, a bem do seu progresso futuro. Inspirai-a, para que consagre ao arrependimento de suas faltas os últimos clarões de inteligência que lhe restem, ou que momentaneamente lhe advenham.  

Dirigi o meu pensamento, a fim de que atue de modo a tornar menos penoso para ela o trabalho da separação e a fim de que leve consigo, ao abandonar a Terra. as consolações da esperança. (O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XXVIII it, 57.) 

 

 
 

 
Pai Celeste, nós te agradecemos a bênção do lar em que nos reúnes. Ensina-nos que ele não é apenas o retângulo de paredes que nos asila os corpos, mas o santuário que nos concedeste para a aproximação de almas. 

Ajuda-nos, ó Deus de Infinita Bondade, a fim de que nossos olhos espirituais se mantenham abertos para as nossas responsabilidades em família, e aprendamos,  assim, com a tua bénção, a amar-nos realmente uns aos outros. 

Assim seja. 

 (Pelo Espírito Meimei - Evangelho0 em Casa - Chico Xavier)
 
 

 
 
Queridos pais: 

Ajude-me agora, para que eu te auxilie depois. 

Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade. 

Venho ao encontro de tua aspiração, do teu convívio, de tua obra... 

Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro. 

Hoje, sou sementeira, fragilidade, promessa... 

Amanhã, porém, serei tua própria realização. 

Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolve-me o caminho, para que a confiança não me abandone. 

Protege-me contra o mal. 

Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver. 

Não me negues tua boa vontade, teu carinho e tua paciência. 

Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto a plantinha tenra precisa da àgua para prosperar e viver. 

Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação. 

De ti depende que eu seja pior ou melhor amanhã. 

 (Pelo Espírito Emmanuel - Chico Xavier.)
 
 
 


 
 
Senhor, ensina-nos a oferecer-te o coração puro e o pensamento elevado na oração. 

Ajuda-nos a pedir, em Teu Nome, para que a força de nossos desejos não perturbe a execução de teus desígnios. 

Ampara-nos a fim de que o nosso sentimento se harmonize com a tua vontade e que possamos, cada dia, ser instrumentos vivos e operosos da paz e do amor, do aperfeiçoamento e da alegria, de acordo com a Tua Lei. 

Assim seja. 

Pelo Espírito de Meimei no livro Pai Nosso - Chico Xavier.